quarta-feira, 26 de setembro de 2012

25.09.2012


25.09.2012
(Michel Ramalho)

De repente

O mundo adormeceu

E era belo.
Era o som da morte que trazia a vida.
Nostálgica é hoje, a terra
E feliz, teu interior.

Tempo...

Não houve tempo.
Tiveram uma vida toda
Mas de repente percebeu-se que não houve tempo

É o ultimo dia de folego e vida,

Mas de repente não se pode mais cansar-se dela.
Não há mais tempo de abraçar,
De beijar,
De amar,
De odiar
Ou matar.

Logo não haverá carne para sangrar.

Logo não haverão olhos para chorar.
Logo não haverá mãos para alcançar e nem corações para magoar.
Logo o homem não será nada,
E o nada será tudo,
Como se esses velhos ou novos tempos
Jamais tivessem existido.

Deus morreu,

E, para sua maior tristeza,
Não haverá inferno ou paraíso.
Para sua rápida insanidade,
Depois não haverá nada,
E agora tudo o que você pode fazer é nada.
Arrepender-se do que não fez será o mesmo que atirar para o espaço,
Provavelmente menos.
Chorar pelas lembranças que você jamais teve
É todo o sentimento que poderá tomar conta por completo de ti,
Pois nesse momento, pode ser o único sentimento capaz de preenche-lo.

A vida passou

E você realmente fez muitas coisas:,
Brigou demais
Gritou demais, mas de ódio,
Matou demais,
Trabalhou demais,
Se irritou demais
E entende agora
Que sorriu de menos,
Que abraçou menos,
Que amou menos
E que tem pouquíssimas lembranças que se fazem valer a pena agora,
No fim.

Agora você vê uma luz,

E não haverá som, cor, sabor ou cheiro.
Não haverá grande ou pequeno,
Forte ou fraco.
Não haverá bem ou mau,
Não haverá mais tristezas,
Não haverá mais alegrias,
Não haverá mais nada para lamentar
Em 3, 2, 1...

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