terça-feira, 6 de novembro de 2012

O preço do erro


O preço do erro

Há horas em que não se pensa,

O proibido de fato é um encanto.
Melhor um momento ou uma vida?
O preço do erro é o pranto.

Talvez alguém julgue covarde,

Mas partir não é desistir.
Apenas fugir da tristeza,
Somente voltar a sorrir.

Não sou hoje a sobra do ontem,

Tão pouco a visão do depois.
Sou desejo de um hoje divino,
Sedento que seja a dois.

Então venha a mim bela musa!

Já provamos o amargo do fel!
Provemos de novo da vida,
Sem roupas, sem pelos, sem véu!

Sejamos agora amantes,

Do tipo que sabe o quer.
Que eu seja hoje o teu homem,
E tu senhorita, minha mulher.


Michel Ramalho.

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